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Venda irregular de créditos de carbono é alvo de operação da PF em MT e outros cinco estados

Além de Mato Grosso, são cumpridos mandados nos estados de Rondônia, Amazonas, Paraná, Ceará e São Paulo

Por Kariane Guerra em 05/06/2024 às 10:36:35

Foto: Polícia Federal de Rondônia

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (5) a Operação Greenwashing que investiga a venda irregular de aproximadamente de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente. São cumpridos mandados nos estados de Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Ceará e São Paulo.

Na data de hoje se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

As informações são da Polícia Federal em Rondônia. Ao todo são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 76 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas.

Além disso, também são cumpridas 108 medidas cautelares diversas da prisão, oito suspensões do exercício da função pública, quatro suspensões de registro profissional no CREA e sete bloqueios de emissão de Documento de Origem Florestal (DOF"s), bem como o sequestro de R$ 1,6 bilhão.



Conforme a Polícia Federal, as investigações revelaram a existência de um esquema de fraudes fundiárias que se estendeu por mais de uma década e foi iniciado em Lábrea, no estado do Amazonas, envolvendo a duplicação e falsificação de títulos de propriedade. Essas fraudes resultaram na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.

As investigações mostram ainda que entre os anos de 2016 e 2018, a organização criminosa expandiu suas atividades ilícitas, reutilizando títulos de propriedade e inserindo dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), com a colaboração de servidores públicos e responsáveis técnicos.

Nos últimos três anos, uma nova expansão das atividades ilícitas do grupo ocorreu na região de Apuí e Nova Aripuanã, também no estado do Amazonas. Tais irregularidades dentificadas incluem a emissão de certidões ideologicamente falsas por servidor da Secretaria de Terras do Estado do Amazonas (SECT/AM), a sobreposição de registros e a apropriação indevida de terras públicas.





Entre as atividades ilegais identificadas estão a exploração florestal e a pecuária em áreas protegidas, incluindo a criação de gado "fantasma" para atender áreas com restrições ambientais, a venda de créditos virtuais de madeira e a obtenção de licenças ambientais fraudulentas.

De acordo com as investigações, foram explorados ilegalmente mais de um milhão de metros cúbicos de madeira em tora, gerando um dano ambiental estimado em R$ 606 milhões. A operação também revelou que a organização obteve cerca de R$ 820 milhões em terras griladas.

A operação conta com o apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Receita Federal do Brasil (RFB), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), acadêmicos e profissionais de registro de imóveis.

Fonte: Canal Rural MT

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